Quem são nossos novos reforços?

By Alcysio | janeiro 31, 2018

Não é novidade para ninguém que o Arsenal trouxe Aubameyang e Mkhitaryan para o Arsenal recentemente. Sabendo disso, pedimos ao amigo Gregor Vasconcelos, que atende no twitter como @greggyvp, para contar para a gente sobre a dinâmica desses jogadores, que ele pode ver in loco algumas vezes.

A ultima vez que tive o prazer de ver Pierre-Emerick Aubameyang e Henrikh Mkhitaryan juntos em campo foi em março de 2016 justamente contra nossos arqui-rivais, o Tottenham Hotspur. Essa era a terceira vez que via os dois jogarem juntos. Anteriormente, em uma goleada por 4-1 sobre o Stuttgart, Aubameyang brilhou com 2 belos gols. Na outra partida, foi a vez do meio armênio, com 1 gol e uma assistência, ser o principal nome de uma vitória enfática fora de casa sobre o Borussia Mönchengladbach por 3-1.

Contra os Spurs foram mais três gols da linha de frente liderada pelo nosso novo atacante gabonês, que abriu o placar com uma bela cabeçada no canto direito de Lloris. Poderia ter sido mais, principalmente se Aubameyang tivesse sido mais preciso em duas oportunidades que teve cara a cara com Lloris. Mas foi o suficiente. Mais dois gols de Auba na volta em White Hart Lane, o segundo, com passe de Mkhitaryan, mandou os Spurs pra fora da Europa League.

É de notar o tanto que o Aubameyang odeia o Tottenham. Além de ter um histórico de gols avassalador contra eles, ele parece ter algum tipo de birra pessoal por ter sido mal tratado em uma tentativa de negociação em 2012.
Pode parecer exagero falar que vitórias por 4-1, 3-1 e 3-0 não representavam o poderio ofensivo do time de Tomas Tuchel, mas é dificil de acreditar quanto o time do Borussia criava. Foram 140 gols na temporada, 40 desses vindo de Aubameyang e 19 de Mkhitaryan (que também contribuiu com 24 assistências). Em uma temporada de decepções, uma disputa de titulo entre Tottenham e Leicester, foi em Dortmund que encontrei meu comforto futebolistico.

Tendo chegado juntos ao Dortmund no verão de 2013, Auba e Mkhi tiveram trajetórias bem diferentes até chegar ao topo na equipe alemã. Incialmente contratado como um ponta, Aubameyang já anunciou sua chegada a Bundesliga com um hattrick na sua estreia contra o Augsburg. Foi meramente um aviso que um novo rei chegava por lá. Nas quatro temporadas e meia seguintes, Aubameyang anotou 147 gols pelos aurinegros.

Apesar dos números impressionantes, o gabonês demorou até a metade de sua segunda temporada para finalmente deslanchar. Com a saída de Robert Lewandowski para o Bayern e as atuações pífias de Ciro Immobile, Auba finalmente foi jogar como centro-avante. Era a evolução lógica de um jogador que na ponta tinha como maior qualidade era sua movimentação em direção ao gol – parecido com o que Walcott até pouco tempo atrás fazia pelo Arsenal – e não conseguia manter a intensidade defensiva requirida por Klopp. Depois de mais meio ano batendo cabeça com Imobile, a saída do Italiano do time finalmente liberou Aubameyang a fazer o que ele sempre amou: balançar as redes.

Mesmo com números tão impressionantes, Auba continua sendo um jogador difícil de entender. Ele pode fazer 40 gols por temporada, mas alguém que perde tantas chances pode ser chamado de matador? Difícil de dizer. Mas acima de tudo, sua principal importância para a equipe será a movimentação que ele trará para um ataque estático, algo que o bom Lacazette não resolveu até aqui. Perder tantas chances é mesmo tão importante assim considerando a quantidade de oportunidades que sua movimentação cria por jogo?

Há também a possibilidade dele jogar aberto, o que pode parecer loucura para um atacante do calibre de Aubameyang, mas um ponta “artilheiro”, cuja principal função é penetrar a zaga adversária sem a bola criando oportunidades não só pra si mesmo como seus companheiros, é uma peça clássica dos melhores times de Wenger que está em falta desde que Theo Walcott perdeu espaço no time com a mudança de formação.

Outra peça que faltava ao atual elenco, que é essencial para o Wengerball era uma segunda força criativa para tirar um pouco do peso das costas de Mesut Özil. Enquanto Bergkamp teve Pires e Fàbregas, Hleb/Rosicky/Nasri, em grande parte de sua carreira no Arsenal, Özil era, depois da perda de Santi Cazorla, responsavel por praticamente todo o potencial criativo da equipe. As melhores fases do time e do próprio Özil, vieram com auxilio de um segundo armador, as vezes recuado, como Cazorla ou aberto, na função que Alex Iwobi exerceu na primera metade da temporada passada. Enter: Henrikh Mkhitaryan.

Naturalmente destro, o armeno gosta de começar pela esquerda, mas seus movimentos o levam a toda parte do campo. No jogo mencionado acima, contra o Borussia Mönchengladbach, ele apareceu na esquerda para finalizar seu gol, depois caindo pela direita para cruzar para Gündogan finalizar o placar. Assim como Özil, ele gosta da liberdade em campo, usando sua movimentação fora da bola para puxar defensores fora da posição e criar espaço para seus companheiros.

Pode ser que o jogador tenha as mesmas qualidades e fraquezas que Özil – seus piores momentos no Dortmund de Klopp e United de Mourinho aconteceram porque ele não tem a capacidade de pressionar/marcar como seus treinadores gostariam. Mas com a dificuldade que o Arsenal tem tido para criar chances claras na atual temporada, ter um espelho do nosso melhor jogador no lado oposto do campo pode ser o que tenha faltado a equipe. Lembrando que enquanto Özil quebrava recordes de assistencias na Premier League, Mkhitaryan era votado por seus companheiros de profissão o melhor jogador da Bundesliga. Dias que parecem distantes, mas se tem umas coisa na qual Wenger se especializa é em revitalizar jogadores depois de uma passagem ruim por outro clube grande.

Em um Janeiro que parecia destinado a ser sombrio, o Arsenal consegue sair vitorioso mesmo perdendo Alexis. A revolução no elenco pode ter vindo com seis meses de atraso, mas agora que ela vem chegando, uma segunda metade que aparentava um fim de funeral traz esperança e empolgação de volta ao clube – e de alguém que teve o prazer de acompanhar a nova dupla de perto, eles são certamente jogadores pelos quais vale se empolgar. Com uma final a menos de um mês e com dois excepcionais jogadores chegando ao clube, de um 2018 que parecia o começo de um fim melancólico, pode sair a faísca de esperança para um novo começo.

  • Lucas Ferreira

    Espero demais que esse ataque promissor compense nossa defesa preocupante.

  • Felipe Vulpini

    Texto ótimo. Parabéns!.

  • Kuzma Ingram Ball Reis Bryant

    Qual a chance do De Gea no Arsenal?

  • Hebert Lemos

    Nosso problema continua sendo não ter um volante rápido junto do xhaka.
    Xhaka é bom passador e distribuidor, joga de cabeça em pé, tem até certo poder de marcação e firmeza, mas é muito lento.

    Lembrando que um jogador que se assemelha muito a ele Pirlo, tinha Gattuso jogando teoricamente de 2° volante com a bola pra poder deixá-lo começar a saída de bola.

    Pra próxima temporada o primordial é um volante rápido e combativo, além de um zagueiro pra substituir koscielny aos poucos.

  • Flávio Augusto

    O nosso time está disputando uma final e não foi feito nenhum artigo a respeito?

 

 

 

Arsenal Brasil

135

sócios ativos

120 

 200

 
 

Neste momento a premiação
do bolão é:

1º lugar ganha: 1 passagem pra Londres, seguro viagem, 2 ingressos e Oyster card semanal
2º lugar ganha: 1 camisa home ou uma camisa away
3º lugar ganha: 1 ano de AB plano Prata
 

 

 

 

Ad 300x150

 

Ad 300x150

 

Ad 300x150

 

Ad 300x150